Inea: mortandade de peixes em lagoa da Barra teria causas naturais
quarta-feira, 5 de setembro de 2012Técnicos da Gerência de Qualidade da Água do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) realizaram uma vistoria na Lagoa da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde foi constatada uma mortandade de peixes na semana passada. Os índices de oxigênio dissolvido (OD) na água variaram entre 4,2 e 5,1 nos diversos pontos da lagoa, o que já não representaria risco para a vida marinha.
Segundo o Inea, a hipótese mais provável para a mortandade seria a combinação entre a mudança de maré e os ventos forte, que contribuiriam para revolver o fundo da lagoa, liberando gases nocivos para a sobrevivência dos peixes. A presidente do Inea, Marilene Ramos, informou que a Coordenadoria Geral de Fiscalização do órgão fará vistorias na região para identificar e notificar os lançamentos irregulares de esgotos, que agravam as condições ambientais do sistema lagunar do bairro de Jacarepaguá.
Mais de 2,5t de peixes teriam sido recolhidas na semana passada
O mau cheiro continuou incomodando neste domingo os vizinhos da Lagoa da Tijuca, na Barra, de onde já foram retirados milhares de peixes mortos desde a semana passada. Durante o fim de semana, os moradores ficaram preocupados porque, além da mortandade, as águas da lagoa pareciam mais escuras do que o normal e as manchas de esgoto na lâmina d’água estavam mais visíveis. Segundo o biólogo Mário Moscatelli, neste domingo mais peixes em decomposição apareceram e foram recolhidos. Ele estimou que, da quarta até sexta-feira da semana passada, pelo menos 2,5 toneladas de animais mortos foram retiradas da lagoa. E o cheiro ruim pode ter piorado devido ao dia ensolarado que fez ontem.
Além da lagoa malcheirosa, Luci Augusta de Carvalho, presidente da Associação de Moradores da Orla da Lagoa da Tijuca, afirma que a poluição que provoca a morte de peixes também tem trazido outros transtornos a quem vive na região. Problemas que, de acordo com ela, não se restringem apenas a períodos de mortandade.
— A Lagoa da Tijuca é uma vergonha. Em vários trechos, praticamente não há mais lâmina d’água, de tão assoreada que ela está. Há verdadeiras ilhas de lama. E, quando os barcos passam, é comum o lixo ficar agarrado no motor. Além do cheiro muito forte, com a poluição, aparecem muitos mosquitos. São necessárias medidas urgentes aqui, como a dragagem da lagoa — afirmou Luci.
Fonte: Jornal Extra
