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Cultura milenar em foco na Barra da Tijuca

segunda-feira, 1 de outubro de 2012


Nos próximos três meses, os apreciadores da arte e da cultura chinesa terão na Barra um destino certo. O Espaço Cultural Península, localizado no condomínio de mesmo nome, recebe até dezembro a exposição “China revelada — História através da arte”, que reúne cerca de 600 relíquias produzidas no país asiático desde e época do império da dinastia Ming.

A iniciativa da exposição é do empresário Carlos Carvalho, de 88 anos, dono da construtora Carvalho Hosken. Ele leva ao público parte de seu acervo, que contém peças de cerâmica, móveis e outros utensílios produzidos ao longo dos cinco últimos séculos.

De acordo com a museóloga Sílvia Regina Sousa, uma das oito profissionais que cuidam do acervo Carvalho Hosken, a coleção de arte chinesa começou a ser reunida há mais de 50 anos e hoje é constituída por algumas das maiores raridades do gênero, todas peças originais e que não estarão à venda. A intenção, garante a profissional, é ensinar algo aos visitantes.

— O objetivo dessa mostra é ensinar à população um pouco mais sobre a China e educar por meio destas obras. É uma exposição altamente didática — assegura.

Ainda segundo Sílvia Regina, o acervo Carvalho Hosken é composto por mais de dez mil peças de arte, sendo três mil só sobre a China. Mas, para contar a História do país, a curadoria da exposição optou por dar destaque às peças confeccionadas em cerâmica.

São vasos, esculturas sagradas e utensílios de diferentes épocas e técnicas variadas. Móveis de madeira, tapetes e esculturas de marfim também ajudam a compor os ambientes da exposição, nos 600 metros quadrados do centro cultural.

— Existe muita riqueza em todas essas peças. Foi uma cultura que levou séculos para ser compreendida pelos ocidentais e que os visitantes vão aprender a reconhecer e a admirar. Já estamos tendo essa resposta positiva do público — comenta a curadora da exposição, Maurília Castello Branco.

Objetivo é incentivar a cultura

Para o idealizador da mostra, o Brasil carece deste tipo de evento para fomentar as artes. Por isso também a decisão de privilegiar a parte do seu acervo que trata da China, cuja cultura desperta o interesse do Ocidente.

— A escolha da China deveu-se ao grande interesse que aquele país desperta no mundo, ao fato de o Brasil ter pouco contato com esse tipo de arte e ao bom acervo sobre o tema que a Carvalho Hosken possui — diz Carlos Carvalho.

O empresário não mediu esforços para a realização do evento. O investimento na montagem da exposição foi de R$ 1,5 milhão. Mas, para ele, enriquecer o cenário cultural carioca e, principalmente, o da Barra, onde trabalha e mora, é o que mais interessa, dado o momento histórico da região:

— A Barra é o futuro da cidade, e está na ordem do dia desde a escolha do Rio para sediar os Jogos de 2016. E tudo o que melhora a região interessa à Carvalho Hosken.

Um passeio pela História

Segundo a curadora Maurília Castello Branco, a exposição “China revelada” foi organizada como um passeio pela História do país. Os ambientes foram divididos de maneira temática. Em cada sala, os objetos são apresentados de acordo com a técnica aplicada em sua confecção, o que se relaciona com os momentos históricos da China.

Na primeira galeria, os visitantes poderão observar um mapa que indica os primeiros caminhos para a China. No ambiente também estão em exposição imagens sagradas do povo chinês e peças como um adorno de 500 anos.

— Queremos que os visitantes tenham, num primeiro momento, a noção da distância entre a China e a Europa e também daquilo que eles consideravam sagrado. Aqui as pessoas vão entender como os chineses tentaram proteger a cultura — diz Maurília.

O passeio segue por salas que mostram as cores da cerâmica e as técnicas utilizadas e revela curiosidades, como a origem do horóscopo chinês.

Fonte: Jornal Extra

Esta notícia foi publicada em segunda-feira, 1 de outubro de 2012 a 0:14 na categoria Notícias Barra da Tijuca.

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